sábado, 1 de outubro de 2016

A Propósito do Pós-Modernismo Medieval

            Escrevi, logo após o "surgimento" das "dançinhas baianas" (garrafa, vassoura), levando em conta o "Ridendo mores castigat" do Santeul, A Propósito do Bundismo  qual inseri O “Manifesto do Bundismo”, Bundismo Moderno e A Caga-Lume.
            Um pouco mais tarde, ainda dentro do espírito do Santeul, postei o "Pós-Modernismo Medieval" em esta Usina de Letras, que havia escrito nos idos 99 do século passado, e depois por mim retirado por motivos pessoais. Eis o texto integral:


Estilos vão e vêm.
Maneiras vão e vêm, mas a Humanidade é sempre a mesma!
A tecnologia muda, avança, faz novas descobertas, se atualiza, mas a Humanidade é sempre a mesma.
De Lucy e Abel até hoje o que fizemos? Macaqueá-los.
Necessário se faz que, a exemplo de Idade Média, ou Barroco, ou Modernismo, rotulemos o iniciar do Terceiro Milênio, e nada mais cabível e perfeito que: Pós-Modernismo Medieval.
            – Quais suas características mais importantes, perguntará o exasperante e vampirizante. crítico.
            – Todas as anteriores somadas a nenhuma das anteriores, racionalmente respondo.
– Por que Pós-? Logicamente porque indica depois de alguma coisa, claro!
– Por que Modernismo? Porque está acontecendo agora, ora! Temos tecnologia de ponta em todos os setores da tecnologia. Foi técnico, evoluiu.
– Por que Medieval? Porque estamos convivendo com os ingredientes básicos que fizeram com que aquela nefasta Idade Média, ou das Trevas, ou Negra existisse, isto é: Fome, Miséria e Ignorância e sua decorrência lógica: a Religião. (hodiernamente a chamo Administração do Sagrado).
Suas características mais marcantes são:
1)         Gayísmo – Volta des*undada aos padrões sócio-safadológicos da Antiguidade Clássica greco-romana, e divide-se em:
a)         Bigfootismo – (arcaico Sapatonismo) tem por característica o estar por cima feminino e a aversão a tudo que a serpente paradisíaca representa;
b)         Monaísmo – (arcaico Bichismo) tem por característica o estar de quatro masculino e a veneração a tudo que a serpente paradisíaca representa.
4)         Trambiquismo – Ênfase a tudo que é desonesto, que é ilegal, que é antiético e divide-se em:
5)         Propinismo – (arcáico Subornismo) tem por característica tornar ético e legal todo tipo de propina, desde o simples toco automotivo até as contas numeradas em paraísos fiscais;
6)         Palanquismo – (arcaico Politiquismo) tem por característica básica a reunião de aproveitadores, que mentem e mentem e mentem e mentem e mentem e mentem e mentem
7)         Anti-sacratismo – Volta aos padrões religo-torturantes da Idade das Trevas e divide-se em:
8)         Ignorantismo – (arcaico Obscurantismo) tem por característica primordial manter os ignorantes cada vez mais ignaros para que possam ser manipulados totalmente;
9)         Espolianismo – (arcaico Absolvicionismo) tem por característica, quer pela indulgência voluntária, quer pelo dízimo obrigatório, manter o desafortunado com esperanças de, no pós-morte, ir para o seio dos inumeráveis únicos e verdadeiros deuses;
10)       Excluídismo – (arcaico Carentismo) tem por característica primordial, manter o gênero humano em condições subumanas, para poder mais e mais espoliá-lo.
11)       Emergentismo – Retorno a todos os padrões de todas as Épocas e de todos os Estilos, e se divide em:
12)       Teste de Paternidadismo – (arcáico Ele me Seduziuísmo) tem por característica dopar um famoso, quer por embriaguez alcoólica, quer por qualquer outra droga não social, embarrigar dele e posteriormente, através da comprovação pelo DNA, obrigá-lo a assumir o erro (rebento), com a finalidade de subir na vida facilmente;
13)       Bundismo – (arcaico Menina Prendadismo) tem por característica ajeitar a região glútea para, usando-a sabiamente, subir na vida de costas.
Adentro ao Bundismo. Se agitada delicadamente, é Gretchenismo; se violentamente Karlaperismo.
            Como vimos, todas as características acima especificadas, se enquadram maravilhosamente bem no mundo atual, portanto eis mais um Estilo de Época; Pós-Modernismo Medieval.
            Constantemente vejo debates pelo "Modernidade" da TVS (www.redestv.com.br) versarem sobre o atual "Estilo de Época" que muito se assemelham ao meu Pós-Modernismo Medieval.
            Sem querer ser "sábio aos próprios olhos" ou pretensioso percebo que não tocam no "coração" do problema que é a Ignorância, ou melhor dizendo, não tocavam, pois em um dos últimos "Modernidade" abordaram de leve, a importância da religião na sociedade moderna, quando debateram sobre "Choques de Civilizações".
            No meu "Pós-Modernismo Medieval" justifico o medievalismo atual com:
            – Por que Medieval? Porque estamos convivendo com os ingredientes básicos que fizeram com que aquela nefasta Idade Média, ou das Trevas, ou Negra existisse, isto é: Fome, Miséria e Ignorância e sua decorrência lógica: a Religião. (hodiernamente a chamo Administração do Sagrado).
            Retirei de esta Usina de Letras vários textos (muita agressão gratuita infundada por parte de assinantes desavisados) e postei em “sites controlados onde procuro chamar a atenção para o Neo-evangelismo neste tempo de Neoliberalismo, Neopentecostalismo, Neofundamentalismo, e outros "Neos-".
            Tenho notado a volta medieval dos "medos", e principalmente o**Medo do outro**. Medo este, que é fundamentado no "Assim diz o Senhor: Maldito o varão que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor!", de Jeremias, popularizado "judeumente" para "Maldito o homem que noutro confia" ou no "Eis que Deus Yahweh não confia nos seus servos, e até a seus anjos atribui loucura"; de Jô, ou ainda do mesmo Jô – "Eis que Deus Yahweh não confia nos seus santos, e nem o céu é puro aos seus olhos".
            O "outro" é aquele que está do "lado de lá" e para que se perca o medo deste "outro" ele deverá ser "convertido" e vir para o "lado de cá" e se ele não vier, continuando infiel ou descrente, dar-se-á um "jeito de neutralizá-lo" fazendo que se "submeta" ou que se cale. (de preferência para sempre).
            Os dois bilhões de desempregados do planeta, excluídos do axioma do capitalismo neoliberal "sou o que faço", não têm a menor segurança no "amanhã", nem para eles e nem para seus descendentes, entretanto as "religiões" os mandam "frutificai e enchei a terra".
            Quando o Sharon "passeou" pela Mesquita acendeu o estopim e creio que estamos marchando em passo acelerado, para sermos "soldados" de uma nova "cruzada" entre deuses (Alá x Javé/Jesus) e acho, infelizmente, que ela se faz necessária, pois estaremos em 2010 com oito bilhões de "homo sapiens" os quais certamente voltarão a ser primitivos primatas canibais, se não mantivermos os ideais quatro bilhões de humanos que o planeta suporta.

            A História se repete e estamos presenciando o aumento da violência como meio de ascensão social para os "excluídos sem amanhã" e para os que rejeitam ser a principal matéria prima dos sempiternos "Administradores do Sagrado", que usam e abusam do "quanto melhor pior" para seus propósitos não tão sagrados como apregoam, portanto estamos em pleno Pós-Modernismo Medieval.

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